quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BELDADES DO CINEMA: BRAD PITT



Nome: William Bradley Pitt
Natural de: Shawnee, Oklahoma, EUA
Nascimento: 18/12/1963


FILMOGRAFIA:
Thelma & Louise
Nada é para Sempre
Amor à Queima-Roupa
Kalifórnia
Lendas da Paixão
Entrevista com o Vampiro
Os Doze Macacos
Seven - Os Sete Crimes Capitais
Sleepers - A Vingança Adormecida
Inimigo Íntimo
Sete Anos no Tibet
Encontro Marcado
Clube da Luta
Quero ser John Malkovich
Snatch - Porcos e Diamantes
A Mexicana
Confissões de uma Mente Perigosa
Onze Homens e um Segredo
Tróia
Doze Homens e Outro Segredo
Sr. e Sra. Smith
Babel
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Treze Homens e um Novo Segredo
O Curioso Caso de Benjamin Button
Bastardos Inglórios

"As Rosas não Falam"



Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim
(Cartola)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pânico 4, de Wes Craven, revitaliza a saga e diverte o público


“ALÔ, QUAL SEU FILME DE TERROR FAVORITO?”...Ao tocar o telefone várias vezes, uma estranha voz surge na linha dizendo essa célebre frase, que é só o começo de um jogo malicioso e sem-saída, de deixar qualquer vítima apavorada. Para os fãs da saga Pânico, não há novidade nisso. Só nos faz voltar 15 anos atrás e se lembrar do excelente prólogo de Drew Barrymore, como Casey Becker, no primeiro filme. Um marco da trilogia! Assim, a saga Pânico conquistou uma legião de fãs e se tornou mundialmente reconhecida.
Pânico foi satirizado no sucesso "Todo mundo em Pânico" e originou filmes inspirados no tema, como "Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado" e "Lenda Urbana". Os três anteriores filmes da série angariaram juntos mais de US$600 milhões, além de ter sido uma febre no final dos anos 90 e início de 2000.
E se você achava que o terceiro filme findaria a série, está enganado! Onze anos se passaram e o assassino Ghostface está de volta apunhalando mais vítimas em Pânico 4, que novamente conta com o esperto roteiro de Kevin Williamson e a fantástica direção de Wes Craven (A Hora do Pesadelo). Sem essa parceria, a franquia não seria tão surpreendente e assustadora. Será o começo de uma nova trilogia?
Não é um filme que te amedronta, mas conta com sustos e um bom suspense desde o início. Umas boas pitadas de comédia (ridicularizando até a própria série na versão tragicômica “A Punhalada”) interagem o público e deixam a trama ainda melhor. E prepare-se para as surpresas e reviravoltas que estão por vir.
O terror teen revitaliza a série trazendo seus atores principais: Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox, em seus respectivos papéis de Sidney Prescott, Dewey Riley e Gale Weathers.
Fiel à trilogia, o quarto filme retoma a perseguição do serial killer na vida da protagonista Sidney. Mais uma vez, a trama se passa em Woodsboro, onde a jovem sobreviveu a uma série de terríveis assassinatos, cometidos pelo misterioso psicopata-assassino. Desta vez, Sidney volta à cidade natal para encerrar a turnê de lançamento de seu livro de auto-ajuda. Tão logo chega, o “mascarado” volta a atacar. Aliada aos velhos amigos Dewey e Gale, agora casados, eles precisarão enfrentar uma nova série de mortes. E não seria surpresa se os adolescentes da cidade idolatrassem o massacre de Woodsboro e fossem fanáticos pelos filmes de terror.
O terror é diversão garantida e inclui Emma Roberts, Hayden Panettiere, Adam Brody, Rory Culkin, Marley Shelton e Mary McDonnell no elenco, e participações especiais de Anna Paquin e Kristen Bell nas surpreendentes cenas iniciais.
Inspirado em vários filmes do gênero, Ghostface retorna com regras baseadas no novo clichê. E a pergunta que não quer calar: Quem será o mascarado assassino? Desvende você mesmo esse mistério! É sensacional!

Por Mário Zaparoli


segunda-feira, 25 de abril de 2011

"O Maior Espetáculo da Terra", de Cecil B. DeMille


Respeitável público é uma honra poder apreciar e indicar a todos para que assistam à clássica obra do mestre Cecil B. DeMille, “O Maior Espetáculo da Terra”. Um verdadeiro show de entretenimento e exuberância, em que o mundo circense nunca foi tão bem representado.
Com Charlton Heston, Betty Hutton, Cornel Wilde, James Stewart, Gloria Grahame e Dorothy Lamour no elenco, o espetáculo está garantido, não só pelas atuações, com destaque para Heston, Wilde e Stewart, quanto na genial direção e produção de DeMille, no roteiro muito bem elaborado, nos deslumbrantes figurinos de Edith Head, e na bela trilha sonora. Sem contar a maravilhosa fotografia de George Barnes. O filme é realmente imperdível!
Com a “Grande Lona” a ponto de ir à lona, o durão gerente do circo Brad Braden (Charlton Heston) contrata o ousado e lendário trapezista Sebastian (Cornel Wilde) para revitalizar o espetáculo. Tão logo, sua chegada desperta a rivalidade e admiração de Holly (Betty Hutton), namorada de Braden e estrela do trapézio. Para recuperar seu lugar no centro do picadeiro, a talentosa Holly se vê numa desafiadora e perigosa batalha, em que acaba dividida entre o amor do enérgico Brad e do provocante Sebastian.
Mas esse é só um dos problemas de Brad, além dos caprichos de outros artistas, tem que lidar ainda com trapaceiros e assaltantes. Dentre os artistas, Dorothy Lamour, Gloria Grahame, e James Stewart, sensacional no papel do divertido e bondoso palhaço Buttons, que nunca retira a maquiagem por esconder um terrível segredo do passado.
O filme apresenta os bastidores do circo e os dramas e aventuras de um grupo de artistas de um grande espetáculo. A trama consiste em ótimos momentos de suspense, romance e tensão. Destaque para as emocionantes cenas do duelo entre Holly e Sebastian no trapézio, e as seqüências de um realista e espetacular choque entre trens.
Vencedor do Oscar de melhor filme e história original, e merecidamente indicado nas categorias de melhor diretor, figurino e edição, “O Maior Espetáculo da Terra” conseguiu derrotar clássicos como “Cantando na Chuva”. Tal premiação gerou críticas por muitos especialistas que o consideraram um dos piores ganhadores da história do Oscar.
O filme é um tanto longo, com quase três horas de duração, e pode deixar o espectador cansado em ver algumas cenas maçantes e até repetitivas. Mas é inegável que essa mega produção seja super interessante e admirável. Também com o expert Cecil B. DeMille dirigindo a trama, só poderia resultar nessa grandiosa obra.

Por Mário Zaparoli


quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Garotos de Programa", de Gus Van Sant


A jornada de dois jovens no mundo da prostituição, que ganham a vida nas ruas descobrindo amizade e aventura em meio a um mundo cruel e perigoso. Através das lentes do aclamado cineasta e roteirista norte-americano Gus Van Sant (“Gênio Indomável”), “Garotos de Programa” é um melancólico e impressionante road movie dos anos 90, estrelado pelo ator sensação da época, River Phoenix e Keanu Reeves, em brilhantes papéis.
A polêmica produção é adaptada de uma peça de William Shakespeare e conta com um ótimo roteiro, premiado pelo Independent Spirit Awards.
Phoenix dá um show de interpretação encarnando o sensível Mike
Waters
, que além de viver perambulando pelas ruas, sofre de narcolepsia e pode cair no sono mais profundo a qualquer momento. Suas memórias de infância o lançam em uma busca incessante pela mãe que o abandonou. E seu companheiro de estrada e grande objeto de desejo é Scott Favor, interpretado por Reeves, que se adéqua perfeitamente ao papel do playboy que se prostitui para escandalizar a família, e procura encontrar o sentido da vida, passando o tempo à espera da herança do pai, um corrupto prefeito de Portland. Juntos, os jovens embarcam num mundo bizarro de excêntricas aventuras e esquisitos personagens, contando viciados, ladrões, mendigos e clientes.
A atuação de Phoenix é tão marcante a ponto de ganhar o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza.
Esse grande sucesso solidificou a imagem de Phoenix como ator, que anteriormente, ganhou fama em “Conta Comigo”(1986), e recebeu indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “O Peso de um Passado”(1988). Sua amizade com Keanu Reeves e Van Sant prosseguiu até sua morte em 1993, precocemente aos 23 anos, quando foi vítima de insuficiência cardíaca induzida por drogas.
“Garotos de Programa” é moderno e visualmente belíssimo. A obra de Gus Van Sant faz um retrato único a respeito do amor sem limites e da vida à margem da sociedade. O diretor é um porta-voz da juventude pós-moderna por abordar a vida angustiante de jovens, que muitas vezes é enfocada em argumentos que explicam a rebeldia resultante de um mundo opressor. Muitas vezes, as pessoas mais jovens são inibidas de demonstrar seus sentimentos, e por conseqüência, sofrem isoladamente.
Van Sant tem a habilidade de agradar tanto o público mais segmentado quanto a qualquer outro, através de uma linguagem poética e sua recorrente temática voltada à sociedade norte-americana. Seu talento fica evidente no modo como trabalha suas temáticas, na beleza da fotografia, no estilo ousado da montagem, no primor da utilização do som e na condução dos jovens elencos. Desse modo, “Garotos de Programa” concedeu ao cineasta uma indicação ao Independent Spirit Awards de melhor diretor.
O mais interessante no filme é justamente a temática, a admirável fotografia e a filmagem em grandiosos cenários. Repare nos bruscos cortes e as cenas registradas em fotografias.
A trama contém uma narrativa lenta e arrastada, mas há uma boa dose de aventura. Não conseguiu me emocionar, mas é inegável que seja uma obra imperdível e excepcional. Phoenix e Reeves são puro charme.
Só tenho a dizer: “Tenha um bom dia”...

Por Mário Zaparoli

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Boogie Nights - Prazer sem Limites, de Paul Thomas Anderson


Você já ouviu falar em um tal Dirk Diggler?...”Boogie Nights – Prazer sem Limites” traz a história desse rapaz, que aos 17 anos e sexualmente bem-dotado, transforma-se numa grande estrela do mundo pornô no apogeu dos anos 70. Para uma indústria pornográfica, um ator com “talento” é a melhor aprovação para conquistar tal fama. E para interpretá-lo, Mark Wahlberg encarna com sensualidade e carisma o seu melhor protagonista.
A súbita fama está em jogo e pode ser corrosiva, principalmente para Dick, que inicialmente é Eddie Adams, um lavador de pratos, que graças às influências do diretor Jack Horner (Burt Reynolds), torna-se astro da noite para o dia.
O segundo filme de Paul Thomas Anderson é dramático, psicológico e sensacional, em que novamente o diretor lida com o significado das relações humanas ao ilustrar a história de uma extensa família de atores, diretores, produtores e técnicos do entretenimento adulto, que lutam para revolucionar e manter o sucesso do cinema pornô.
Interessante é ver que a pornografia americana fazia um tremendo sucesso nos anos 70 e 80, investindo em talentos, faturando prêmios e milhões, e desafiando preconceitos.
Associado a Quentin Tarantino e Kevin Smith, Anderson é um talentoso diretor, membro da primeira geração do grupo de “Cineastas do VCR” (Video Cassette Recorder), por ter adquirido um vasto conhecimento da cultura e da técnica cinematográficas vendo inúmeros filmes em VHS, e não em escolas de cinema. São peculiares em seus filmes: a composição de um grande elenco, o estilo de filmagem independente, e histórias entrelaçadas numa mesma trama. E não seria diferente em “Boogie Nights”. Um dos melhores trabalhos do diretor. A película tem um elenco estelar que inclui Mark Wahlberg, Burt Reynolds, Julianne Moore, John C. Reilly, Philip Seymour Hoffman, Heather Graham, Don Cheadle e William H. Macy, em performances brilhantes, que se adequam aos personagens.
O filme concedeu a Anderson os prêmios de melhor diretor revelação, pela Boston Society of Film Critics, e melhor roteiro, pela Pen Center USA West Literary.
Julianne Moore, como a atriz pornô Amber Waves, e Burt Reynolds, como o diretor Jack Horner, foram indicados ao Oscar pelas ótimas interpretações, e o roteiro forte e ousado também recebeu indicação de melhor roteiro original.
Todo o elenco está perfeito, mas o prêmio de melhor desempenho vai para  o ótimo ator William H. Macy ao viver um personagem que é ridicularizado por sua infiel esposa.
A película tem umas boas pitadas de pornografia, drogas e nudez considerável. Uma certa audácia dos atores também merece reconhecimento.
O universo pornográfico nunca foi tão bem representado quanto nesse extasiante sucesso da década de 90.

Por Mário Zaparoli

terça-feira, 12 de abril de 2011

Jogo de Amor em Las Vegas



Já pensou acordar casado em plena Vegas, após viver a noite mais insana de suas vidas? Posso dizer que é um tanto estranho, e por que não, divertido? Quando dois indivíduos se cruzam por um “inesperado” acaso do destino, essas vidas podem tomar um rumo diferente, que você jamais viveu. Sem contar, que essa loucura ainda inclui uma bolada milionária para apimentar ainda mais as conseqüências que estão por vir em “Jogo de Amor em Las Vegas”.
E quem pode viver esse jogo, nada mais que Cameron Diaz e Ashton Kutcher para protagonizarem um complicado e perfeito casal.
Diaz é Joy McNally, perfeccionista corretora da Bolsa de Valores de Nova York, e Ashton Kutcher é o inconseqüente Jack Fuller. Após passarem por maus bocados, ambos decidem espantar a tristeza na prestigiosa Las Vegas. O que os dois estranhos não imaginavam, acontece: Estarem casados da noite para o dia após uma alucinante noitada de bebedeiras e azaração. Suas vidas viram um inferno quando, prestes a anularem a união, apostam uma moeda no caça-níquel e ganham 3 milhões de dólares. Só que para desfrutarem do dinheiro, um juiz os condena a passar seis meses vivendo juntos, desde que também provem que formam um casal estável. Nem que para isso precisem fazer terapia de casal.  Até que ponto Joy e Jack jogarão com seus orgulhos e indiferenças, e cederão ao amor?
Diaz e Kutcher combinaram muito bem para os papéis e há uma química deliciosa entre eles. Ela, a mulher fatal, e ele, o trintão desmiolado, conseguem divertir o público.
E para interpretar a terapeuta do casal, a ótima Queen Latifah tem participação especial.
Gosto de Diaz atuando em comédias românticas, com aquele seu jeito especial que combina perfeitamente com seus personagens. E Kutcher atua bem, tanto em papéis cômicos quanto dramáticos. Charme e talento são notáveis em ambos.
O orçamento de “Jogo de Amor em Las Vegas” era de U$35 milhões, e mundialmente, arrecadou cerca de U$219,5 milhões, sendo um sucesso de bilheterias só na semana de lançamento.
Uma comédia romântica agradável e descontraída, mas sem nenhuma surpresa. Apesar de adorar filmes do gênero, histórias como essa se repetem infinitas vezes. Clichês e mais clichês recheiam a trama.
O filme dirigido por Tom Vaughan contém alguns momentos engraçados, principalmente quando o casal passa a enfrentar uma guerra interminável, em que o jogo do amor está a toda prova.  E segundo o título original “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”!
Então façam suas apostas, vale a pena a diversão!!!

Por Mário Zaparoli