quarta-feira, 23 de março de 2011

Love Story - Uma História de Amor



“Amar é nunca ter que pedir perdão”... Frase tão marcante e profunda quanto é “Love Story – Uma História de Amor”. Se não for um dos mais românticos filmes de todos os tempos, com certeza é um dos mais bonitos e tocantes, daqueles inesquecíveis.
Essa é uma comovente história de 1970 sobre o grande amor de uma vida, em que um jovem de família muito rica e estudante de Direito, Oliver Barrett (Ryan O’Neal), apaixona-se pela estudante de música Jennifer Cavilleri (Ali MacGraw) e acabam se casando algum tempo depois. Mas o casal não esperava enfrentar a maior crise de suas vidas.
O célebre romance recebeu sete indicações ao prêmio da Academia, incluindo melhor filme; e foi dirigido pelo cineasta canadense Arthur Hiller (O Hospital) e escrito por Erich Segal, que primeiro escreveu esse roteiro e depois o adaptou para livro que se tornou um best-seller.
Os protagonistas Ryan O’Neal e Ali MacGraw foram indicados ao Oscar pelas emocionantes interpretações, e se tornaram astros da noite para o dia.
Ainda no elenco John Marley, indicado a ator coadjuvante, e o premiado Ray Milland, no papel do pai de Oliver, que não aceita a nora por ser de família humilde.
“Love Story” é um filme popular que foi um grande sucesso de bilheterias no mundo todo. O drama e o romance consistentes na trama penetram em nossa alma. Só é um tanto melodramático, mas foi dessa maneira que o longa conquistou o público de várias gerações.
E o que falar da magnífica trilha sonora de Francis Lai, vencedora do Oscar? Simplesmente arrepiante! Diria que é o ponto alto, o melhor de todo o filme!
Em vários momentos, a obra é embalada pela memorável música-tema, que consegue tocar os corações dos espectadores. Então encante-se e se emocione!

Por Mário Zaparoli











segunda-feira, 21 de março de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles



A batalha entre humanos e extraterrestres está de volta! Agora os alienígenas invadem a cidade de Los Angeles, não com uma chuva de meteoros, mas uma enxurrada de clichês. Sem grandes novidades, “Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles” é sensacional nos efeitos especiais, mas comparado a outros filmes do gênero, seu conteúdo é ínfimo.
Quem gosta de filmes de ficção, deve saber que esse não traz relevância alguma, só uma guerra interminável e tediosa.
O longa traz a atriz Michelle Rodriguez (Velozes e Furiosos) no papel da Sargento Elena Santos. Mais uma vez interpretando uma personagem tão viril como em todos os trabalhos da carreira. Gosto de vê-la atuando, e realmente combina para fazer papéis que geralmente mostram a força da mulher de um jeito masculinizado. Uma feminista de primeira!
O loirão Aaron Eckhart integra o elenco cumprindo muito bem o seu papel de Sargento Michael Nantz, que se torna o grande herói da história. Trama essa, em que logo no começo, uma chuva de meteoros repentinamente atinge a Terra, mais precisamente em Los Angeles, exterminando todos que estão ao redor. Tão logo se descobre que eles são naves alienígenas que desejam devastar a raça humana e buscar água para o seu planeta. É então que o exército americano entra em combate, tentando acabar com os impiedosos invasores.
Com muitos efeitos especiais mesclados com um dramalhão bélico, o filme consegue divertir e até emocionar o público. Mas em determinados momentos, você se sente entediado de ver a mesmice; e os bombardeios, mortes e alienígenas aos montes. Não via a hora do filme terminar.
Jonathan Liebesman, da péssima sequência “O Massacre da Serra Elétrica – O Início” é quem está no comando da direção. Liebesman rodou algumas sequências em Los Angeles e ainda adicionou alienígenas em efeitos especiais, para convencer os executivos que ele era o certo para o projeto.
A audácia de Steven Spielberg fez uma falta tremenda. Acredito que se ele estivesse na direção, o filme teria um desenvolvimento melhor e seria mais impactante.
O blockbuster rendeu US$36 milhões nas bilheterias americanas. Tem ação do começo ao fim com boas pitadas de ficção científica, nada mais que isso.

Por Mário Zaparoli











A Chave de Vidro, de 1942


 “Crime”, “Gangsteres” e “Corrupção”, arquétipos essenciais que permeiam um clássico filme noir como “A Chave de Vidro”. Uma intrincada e envolvente trama, baseada no best-seller de Dashiell Hammett, que ainda traz os belos e baixinhos astros Alan Ladd e Veronica Lake, mais uma vez juntos, formando um casal perfeito.
Como sempre interpretando mulheres fatais, a divina Lake abrilhantava as telas. Embora era daquelas atrizes que combinava para fazer somente esse tipo de papel, longe de ser considerada uma grande atriz. Que ela foi um ícone do cinema, não posso negar! Mas o que ela tinha de beleza tinha de morna atuação.
Dirigida por Stuart Heisler (Lágrimas Amargas), a obra ronda sobre um misterioso crime, em que o principal suspeito é o político corrupto Paul Madvig, interpretado por Brian Donlevy. É então que seu líder e leal braço direito Ed Beaumont (Alan Ladd) passa a investigar o verdadeiro assassino que o inocentará. Nesse ínterim, Ed tenta resistir aos constantes assédios da noiva de seu chefe, a socialite Janet Henry (Veronica Lake).
Afinal, Paul é culpado ou inocente? Falsas acusações devido a uma certa rivalidade entre políticos podem ser um tanto intrigantes.
 “A Chave de Vidro” é daqueles filmes que o suspense se instala e te deixa curioso para saber quem é o real culpado do assassinato.
Brigas e emboscadas endossam a trama; e o jogo de gato e rato está armado. As jogadas de Beaumont com os gangsteres na busca de informações, estilizam o roteiro.
A cena do brutal espancamento do personagem de Alan Ladd pelos gangsteres dá ao espectador aquela sensação de agonia e impaciência, em que você torce para que ele reaja rapidamente e se liberte dos canalhas.
Personagens corruptos, violentos e moralmente ambíguos integram a história.
Destaque para a espetacular fotografia em preto e branco e os figurinos sempre exuberantes da memorável Edith Head. A elegância desse clássico é abrangente em todos os sentidos.
Um filme correto, com começo, meio e fim plausíveis.

Por Mário Zaparoli





sábado, 19 de março de 2011

Jules e Jim - Uma Mulher para Dois, de François Truffaut


Palmas para o cinema de François Truffaut! Que espetáculo! Assim como Jean-Luc Godard, este cineasta francês foi um dos maiores ícones da história do cinema e uma das maiores influências do novo cinema francês - a nouvelle vague dos anos 60, que inspirou outros mestres como Steven Spielberg, Quentin Tarantino, Brian De Palma e Martin Scorsese.
Ao assistir “Jules e Jim”, pude constatar que Truffaut é mesmo um gênio da cinematografia, principalmente quando este sabe abusar da criatividade na narrativa.
No decorrer do filme, momentos são enfatizados com uma narração em legendas, como se o próprio autor estivesse contando a história, ressaltando assim os diálogos. Entretanto, o espectador deve assisti-lo com uma certa paciência devido à sua lentidão.
Baseado no romance de Henri-Pierre Roche e com um roteiro inteligente, a obra retrata o amor e a amizade de uma maneira anarquista, amarga e maravilhosa.
A trama se passa no começo do século XX e se estende por várias décadas. O alemão Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre) são perpétuos amigos que se apaixonam pela mesma mulher, a impulsiva e bipolar Catherine (Jeanne Moreau). Nasce assim um libertário triângulo amoroso que busca aproveitar os prazeres da vida. Mas como nem tudo são flores, o trio passa a enfrentar as dificuldades de uma conturbada relação, cuja maior fatalidade é o medo da perda. Uma triste e bela história que toca num sensível ponto de nossas vidas: o amor.
No marco de sua carreira, Jeanne Moreau está memorável ao interpretar uma personagem egocêntrica e leviana, que quer ser tratada como uma rainha por seus submissos amores.
Dramático, poético e totalmente cult, “Jules e Jim” é um aplaudido sucesso de público e crítica. É a primeira obra-prima que vejo do Truffaut, e posso dizer que me apaixonei pelo brilho do cinema francês.
Recomendadíssimo!!!

Por Mário Zaparoli




quinta-feira, 17 de março de 2011

DELICATESSEN



“Exótico” é a denominação mais adequada para caracterizar “Delicatessen”. A princípio, qualquer um pode pensar que é um filme sobre gastronomia e culinária. Ledo engano?! Não posso envolver canibalismo com culinária, certo?! Ou será que comer carne humana em um futuro apocalíptico é um tanto gastronômico? Mas o estranho não é só isso! A história e seus personagens são os mais surreais possíveis.
Tipicamente criativos e modernos, os cineastas franceses Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, puderam misturar fantasia e realidade assim como em seus outros trabalhos. Essa foi a primeira vez que os dois trabalharam juntos, a segunda foi no também surrealista “Ladrão de Sonhos”, de 1995. A parceria não poderia ser mais sublime. Que dupla de diretores!
De 1991, “Delicatessen” é o primeiro sucesso de Jeunet, que anos mais tarde conquistou notoriedade no mundo com “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Inteiramente de humor negro, a trama traz drama, suspense, comédia, romance e terror, tudo em um único “pacote”. Diferente de muitas comédias, essa, é ao mesmo tempo esquisita, silenciosa e delicada. Uma fantástica “delicatessen”.
No filme, um jovem palhaço (Dominique Pinon) chega a um estranho prédio, localizado em cima de um açougue, para arrumar emprego e abrigo. Instalado, acaba se apaixonando por Julie (Marie-Laure Dougnac), filha do troglodita e asqueroso Clapet (Jean-Claude Dreyfus), seu chefe. Sua presença começa a incomodar a família da moça, mas ele não faz a menor idéia de que os integrantes dessa estranha família possuem outros planos para ele.
Por causa da sociedade viver numa escassez de alimentos, os suprimentos de carne desse açougue são vendidos para garantir sobrevivência.
Todo o elenco está muito bem, principalmente os ótimos Dominique Pinon e Jean-Claude Dreyfus. Pinon também já esteve em outros filmes de Jeunet: “Ladrão de Sonhos” (1995), “Alien: A Ressurreição” (1997), “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”(2001) e “Eterno Amor”(2004).
Destaques para a sinfonia de efeitos sonoros em uma das cenas, e o ambiente esfumaçado que climatiza o suspense. Fora, os fortes tons amarelados que predominam em todo o filme. Um jogo de cores belíssimo. Cada cor representando o aspecto do momento. Personagens bizarros e totalmente esquisitos também são bem característicos.
Roteiro impactante e fotografia de primeira. “Exótico” e sensacional!

Por Mário Zaparoli





segunda-feira, 14 de março de 2011

Meu Reino por um Amor


Que Bette Davis é a melhor atriz de todos os tempos, pra mim não há engano. É admirável que essa lenda do Cinema conseguiu sempre ser o centro das atenções tanto na vida profissional quanto pessoal. Aprecio seus trabalhos justamente para ver a diva brilhando em cena.  E não seria diferente ao encarnar uma tirana e ardorosa Rainha Elizabeth I, em “Meu Reino por um Amor”. A estrela esbanja talento e interpretação provando ser “THE BEST”.
E mais fascinante ainda é ver Davis viver um mal-fadado romance com o galã Errol Flynn no auge de sua forma física e estética, interpretando o jovem e orgulhoso Robert Devereux, o 2 conde de Essex, favorito da Rainha.  A trama gira em torno do relacionamento pessoal e político entre ambos.
Um drama biográfico histórico, dirigido pelo competente e eficiente Michael Curtiz (Casablanca), e com o roteiro de Marwell Anderson, inspirado na peça Elizabeth – The Queen.
Bette já interpretou a Rainha Elizabeth I por duas vezes. Sendo essa a primeira, a segunda foi em “A Rainha Tirana”, de 1955, que tem semelhança com esse em algumas partes. A princípio até pensei que esse fosse o filme original, e que mais tarde foi refilmado com a mesma protagonista. Engano! A história é diferente. Nesse, de 1939, a mesma Rainha um pouco mais jovem se apaixona por Devereux, e na segunda, já bem mais velha, interessa-se pelo Sir. Walter Raleigh, vivido por Richard Todd.
A força da atuação de Davis é o que tem de mais marcante e é muito superior à interpretação morna de Flynn.
Já Olivia de Havilland, bela como sempre, está com um papel mediano e desvalorizado, sem grandes destaques. Donald Crisp e Vincent Price completam o elenco.
Mas não posso deixar de destacar a magnífica direção de arte indicada ao Oscar...que luxo!! E os figurinos então, impecáveis como em qualquer obra sobre reis e rainhas.
Em 1940, a produção ainda recebeu outras quatro indicações ao prêmio da Academia: melhor fotografia, efeitos visuais, mixagem de som, e trilha sonora original.
A narrativa é um pouco lenta e pode deixar o espectador cansado e impaciente. Esperava muito mais. Não é aquele espetáculo! Já vi obras melhores e mais empolgantes com a ótima Davis. 

Por Mário Zaparoli

domingo, 13 de março de 2011

Núpcias de Escândalo


Um verdadeiro “escândalo” é apreciar os esplêndidos Cary Grant, Katharine Hepburn e James Stewart juntos, que trio de feras! E ainda vê-los exibindo romantismo, graça e elegância em um filme do diretor George Cukor (“A Dama das Camélias”), posso afirmar que este é um clássico imperdível da cinematografia americana.
De acordo com o American Film Institute, “Núpcias de Escândalo” é considerado um dos 100 Grandes Filmes de Todos os Tempos. Uma sofisticada obra-prima do humor que traz Hepburn como uma socialite que se encontra confusa com seus sentimentos, após recém se separar do marido (Cary Grant), e estar prestes a se casar novamente com um homem que ela não sabe se ama de verdade. A indecisão só aumenta quando ela tem a oportunidade de conhecer um determinado repórter de tablóide (James Stewart).
Baseado na peça de Philip Barry, o longa venceu o Oscar de melhor roteiro, escrito por David Ogden Stewart, e de melhor ator para James Stewart.
Diferente das comédias românticas de hoje, essa, além de contar com um roteiro magnífico, tem aquela magia que só o cinema clássico pode transmitir aos espectadores: ver pequenas histórias de amor se transformarem em romances de primeiríssima qualidade.
O momento do beijo entre Stewart e Hepburn é lindo!! Contando os diálogos, é uma cena tão luxuosa e romântica que só um belo clássico como esse pode deixar nossos olhos brilharem de emoção. Não só essa cena como várias outras nos fazem rir e também se emocionar. Seu final é gracioso e impagável.
É primordial ver só pelo elenco estelar. O charmoso Grant, o sedutor Stewart e a belíssima e ótima Hepburn dão um toque especial ao filme.
Vale a pena ver esse marco do Cinema. É realmente divino!!!

Por Mário Zaparoli