sexta-feira, 11 de março de 2011

Sex and The City - O Filme



“Prada” combina com Carrie, “Sexo” é com Samantha, “Romance” tem tudo a ver com Charlotte, e “Trabalho” é para Miranda. Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon: essas quatro mulheres da selva urbana de Nova York, amigas inseparáveis, estão de volta na comédia romântica de grande sucesso da TV americana, “Sex and The City – O Filme”.
Para os fãs, o filme é imperdível por mostrar o que aconteceu com as descoladas Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes, quatro anos depois do último episódio da série de sucesso baseada no livro de Candace Bushnell, vencedora de cinco prêmios Emmy e oito Globos de Ouro.
“Sex and The City” foi originalmente transmitida pela HBO, de 1998 à 2004. A história se passava em Nova York e focava as relações íntimas de quatro mulheres chiquérrimas, inteligentes, ousadas e cheias de desejo, que trocavam confidências sobre seus confusos relacionamentos.
O filme “O Diabo Veste Prada”, foi inspirado nessa série cult, que serviu de publicidade à estilistas renomados, e à famosas grifes de vestidos, sapatos e acessórios. Os figurinos são brilhantes e luxuosos. Todas se vestem em grande estilo. E a maior consumista de todas é a Carrie. Esta é capaz de gastar todo seu dinheiro em lindos sapatos.
Sarah Jessica Parker, a intérprete de Carrie Bradshaw, recebeu um cachê de US$30 milhões para atuar e produzir o longa. Além de ser a mais bem paga do elenco e uma das atrizes mais bem pagas do cinema atual.
“Sex and the City – O Filme” consegue divertir, empolgar e emocionar os espectadores em alguns momentos. Os diálogos são engraçados, deliciosos e picantes. As atuações de Parker, Cattrall, Davis e Nixon não são tão boas como na TV, cujas performances humorísticas são melhores.
Ainda integram o elenco Chris Noth, Jennifer Hudson e Candice Bergen.
O filme arrecadou US$390 milhões nas bilheterias mundiais. Os fãs puderam matar as saudades ao ver uma adaptação agradável e fiel ao seriado. Ainda assim, a série era mais marcante e melhor em todos os sentidos.

Por Mário Zaparoli





quarta-feira, 2 de março de 2011

Crítica: O Tempero da Vida



 “O sal é utilizado para adicionar mais sabor à vida”...“Uns toques de canela e pimenta dão aquele gostinho de quero mais”...E umas boas pitadas de direção e roteiro abrem o apetite de qualquer espectador.  Assim acontece na produção grega “O Tempero da Vida”.
Essa é a história de Fanis, que ao viver em Istambul aprendeu com seu avô Vassilis, filosófo culinário, que tanto a comida quanto a vida requerem tempero para adquirir sabor.
Por causa da guerra, ainda menino foi deportado com seus pais para a Grécia. Inspirado pelo avô, Fanis se torna um cozinheiro de primeira. Só trinta e cinco anos depois, ele volta para Istambul a fim de reencontrar o avô e seu primeiro grande amor.
Percebe-se uma narrativa muito boa ao usar um longo e tradicional flashback embalando a maior parte do filme, que é concentrado em momentos da vida do próprio diretor Tassos Boulmetis, cuja trajetória é igualada ao protagonista.
É pura arte, agradável e gostoso de ver. Em estilo europeu, tem visual requintado, linda trilha sonora e roteiro fascinante.
Destaque para as frases filosóficas do avô Vassilis ao ensinar que as especiarias e o universo se correspondem. Eis uma delas: “Antepastos são parecidos com as histórias que nos falam de sabores de viagens até mundos distantes, e os aromas seduzem seus sentidos e preparam você para aventuras”...Não é uma delícia?
Essa autobiografia foi o primeiro longa-metragem do diretor e um sucesso de bilheterias na Grécia, além de vencer dez premiações no Festival de Cinema Thessaloniki, incluindo melhor filme, direção e roteiro.
Elegante, sensível e poético. Assim como em Julie & Julia, fiquei com água na boca!

Por Mário Zaparoli

Veja os vencedores do Oscar 2011


"O Discurso do Rei" foi o grande vencedor da noite, com quatro prêmios (melhor filme, diretor, ator e roteiro original). "A Origem também levou quatro prêmios mais técnicos (melhor fotografia, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais)...
A 83ª cerimônia aconteceu no Kodad Theatre, em Los Angeles, nesse último domingo, dia 27, com a apresentação de James Franco e Anne Hathaway.
Gostei dos premiados, mas a festa não teve grandes surpresas e nem emoções. Deixou a desejar. Um desânimo total!
Confira abaixo a lista completa dos vencedores:

Melhor direção de arte
- “Alice no País das Maravilhas”
Melhor fotografia
- “A origem”
Melhor Atriz Coadjuvante
- Melissa Leo, por “O Vencedor”
Melhor curta-metragem de animação
- “The Lost Thing”
Melhor longa-metragem de animação
- “Toy Story 3″
Melhor Roteiro Adaptado
- “A Rede Social”
Melhor Roteiro Original
- “O Discurso do Rei”
Melhor filme de língua estrangeira
- “In a Better World” (Dinamarca)
Melhor Ator Coadjuvante
- Christian Bale, por “O Vencedor”
Melhor trilha sonora original
- “A Rede Social” – Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som
- “A Origem”
Melhor edição de som
- “A Origem”
Melhor maquiagem
- “O Lobisomem”
Melhor figurino
- “Alice no País das Maravilhas”
Melhor documentário (curta-metragem)
- “Strangers no more”
Melhor curta-metragem
- “God of love”
Melhor documentário (longa-metragem)
- “Inside Job”
Melhores efeitos visuais
- “A Origem”
Melhor montagem
- “A Rede Social”
Melhor Canção Original
- “We Belong Together”, de “Toy Story 3″
Melhor Diretor
- Tom Hooper, por “O Discurso do Rei”
Melhor Atriz
- Natalie Portman, por “Cisne Negro”
Melhor Ator
- Colin Firth, por “O Discurso do Rei”
Melhor Filme
- “O Discurso do Rei”



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crítica: "Inverno da Alma", de Debra Granik


Prepare-se para sentir um inverno de total frieza. Um inverno tão profundo e tocante que te deixa congelado. Denso e penetrante é o “Inverno da Alma”, um belíssimo trabalho de Debra Granik, premiado no Festival de Berlim e no Sundance Film Festival.
Essa é uma produção independente baseada no romance homônimo de Daniel Woodrell, em que uma jovem de 17 anos, Ree Dolly (Jennifer Lawrence), tem responsabilidades de sobra. Além de cuidar da mãe doente e dos dois irmãos pequenos, tem a difícil missão de salvar a casa que seu pai desaparecido usou para garantir fiança. Assim, Ree parte em busca de seu pai arriscando sua vida ao desafiar o silêncio e as ameaças de seus parentes.
É um thriller penetrante que ressalta a força e a coragem da personagem principal e a frieza das pessoas ao seu redor.
Seu elenco é desconhecido e extraordinário, destaque para a sublime atuação da protagonista Jennifer Lawrence.
Com quatro indicações ao Oscar incluindo melhor filme e melhor atriz, o longa contém cenas nada ortodoxas, embalado com melancólicas músicas country em um cenário sombrio e espetacular.
Apesar de belo, pode deixar o espectador com incógnitas. Surpreendeu-me, não esperava que fosse uma trama com tanto rigor. 

Por Mário Zaparoli



Crítica: "O Vencedor", de David O. Russell


Quer ver um bom filme de luta recheado de ação e emoção? Esse então é um prato cheio. Impactante, forte e envolvente, “O Vencedor” é um dos melhores filmes de 2010.
Comparado a “Rocky – Um Lutador”, este é disparadamente melhor em todos os sentidos, principalmente nas atuações e no roteiro.
O diretor americano David O. Russell fez um belíssimo trabalho ao contar a incrível história de uma lenda do boxe. Com sete indicações ao Oscar, esta é a cinebiografia do pugilista Micky Ward (Mark Wahlberg), um dos maiores esportistas dos anos 80 que teve uma difícil trajetória até conquistar o título de campeão mundial de boxe. A influência familiar sempre foi um fardo em sua vida, principalmente de seu irmão e lendário ex-boxeador Dicky Ecklund (Christian Bale) e de sua mãe Alice (Melissa Leo).
Mark Wahlberg apenas cumpre o seu papel, contidamente. Acredito que já esteve melhor em outros filmes. E o charme de Amy Adams deu um toque especial em sua personagem.
Mas quem rouba a cena são os coadjuvantes Christian Bale e Melissa Leo. Bale até merecia ser indicado ao Oscar de ator principal pela notoriedade do personagem; e Melissa deixa claro que é uma atriz e tanto. Ambos com atuações proeminentes.
“O Vencedor” mostra que a vida atrás de um ringue é uma luta constante. Então torça e se emocione!

Por Mário Zaparoli



Crítica: "O Discurso do Rei", de Tom Hooper


Como um rei gago, só mesmo o desempenho de Colin Firth para dar tanto brilho e leveza; como uma esposa e rainha, a ótima Helena Bonham Carter está em grande estilo; e como um terapeuta de fala, o premiado Geoffrey Rush merece todos os aplausos. Que elenco divino!
Helena cumpre seu papel com a elegância que uma rainha deve ter. Mas ver Firth e Rush juntos, é se deparar com um poderoso duelo de interpretações. Que atores fantásticos!
“O Discurso do Rei” é baseado no livro homônimo de Mark Logue, e conta a história verídica do rei George VI (Firth) que tinha problemas técnicos na fala. E com a ajuda de sua esposa, procura diversos médicos especialistas. Até que um dia conhece Lionel Logue (Rush), um terapeuta de fala com métodos pouco convencionais. Um drama que explora muito bem os bastidores da realeza britânica.
Com doze indicações ao Oscar, o filme é bárbaro do começo ao fim. O espectador se emociona e se diverte, principalmente nas cenas que Logue ensina seus exercícios para George. O elo de ligação entre eles é bem agradável, com diálogos envolventes.
Fiquei “gago” só de presenciar a direção de arte e a fotografia. Que esplendor! Sem contar a direção de Tom Hooper e o roteiro leve e precioso. Um filme corretíssimo em todos os sentidos.
Ainda integram o elenco: Guy Pearce, Timothy Spall, Claire Bloom e Michael Gambon como o rei George V.
Palmas para essa obra de primeira categoria.

Por Mário Zaparoli

Crítica: "127 Horas", de Danny Boyle


Se o “Grand Canyon” é considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo, então ver um filme com imagens desse lugar, é realmente fascinante. Só me faz lembrar uma daquelas aventuras inesquecíveis, em que a sua fotografia é um primor. Mas em “127 Horas”, não só a fotografia, como a direção de Danny Boyle e a atuação de James Franco, são maravilhosas.
Baseado no livro homônimo de Aron Ralston, o longa conta a história real do montanhista Ralston (Franco), que ao escalar o “Grand Canyon” prende seu braço em uma rocha. Inabilitado, sozinho e sem comunicação, ele luta pela sobrevivência durante cinco dias.
Indicado ao Oscar, James Franco exerce uma performance fantástica, que faz o espectador se emocionar. E para um ator fazer um filme praticamente inteiro, como num monólogo, não é para qualquer um. Este deve ser um tremendo ator. E posso confirmar que Franco é! Digamos que seja o seu melhor trabalho no Cinema.
Boyle que já havia vencido o Oscar por “Quem quer ser um Milionário?”, soube fazer esse trabalho com tanta habilidade, que eu fiquei admirado. O filme conta com um jogo de cenas belíssimo. Merecem destaques, os momentos em que o personagem viaja em seus pensamentos e premonições que o fazem tomar força e coragem para se livrar do suplício.
Gostei da emoção que o filme passa ao espectador. Não é cansativo de ver, só te deixa agoniado em muitos momentos ao ver a angústia e o desespero do personagem. Para algumas pessoas: cuidado para não se sentirem enjoados!
Em suma, é brilhante conferir essa verdadeira lição de sobrevivência.

Por Mário Zaparoli