quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BELDADES DO CINEMA: BRAD PITT



Nome: William Bradley Pitt
Natural de: Shawnee, Oklahoma, EUA
Nascimento: 18/12/1963


FILMOGRAFIA:
Thelma & Louise
Nada é para Sempre
Amor à Queima-Roupa
Kalifórnia
Lendas da Paixão
Entrevista com o Vampiro
Os Doze Macacos
Seven - Os Sete Crimes Capitais
Sleepers - A Vingança Adormecida
Inimigo Íntimo
Sete Anos no Tibet
Encontro Marcado
Clube da Luta
Quero ser John Malkovich
Snatch - Porcos e Diamantes
A Mexicana
Confissões de uma Mente Perigosa
Onze Homens e um Segredo
Tróia
Doze Homens e Outro Segredo
Sr. e Sra. Smith
Babel
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Treze Homens e um Novo Segredo
O Curioso Caso de Benjamin Button
Bastardos Inglórios

"As Rosas não Falam"



Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim
(Cartola)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pânico 4, de Wes Craven, revitaliza a saga e diverte o público


“ALÔ, QUAL SEU FILME DE TERROR FAVORITO?”...Ao tocar o telefone várias vezes, uma estranha voz surge na linha dizendo essa célebre frase, que é só o começo de um jogo malicioso e sem-saída, de deixar qualquer vítima apavorada. Para os fãs da saga Pânico, não há novidade nisso. Só nos faz voltar 15 anos atrás e se lembrar do excelente prólogo de Drew Barrymore, como Casey Becker, no primeiro filme. Um marco da trilogia! Assim, a saga Pânico conquistou uma legião de fãs e se tornou mundialmente reconhecida.
Pânico foi satirizado no sucesso "Todo mundo em Pânico" e originou filmes inspirados no tema, como "Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado" e "Lenda Urbana". Os três anteriores filmes da série angariaram juntos mais de US$600 milhões, além de ter sido uma febre no final dos anos 90 e início de 2000.
E se você achava que o terceiro filme findaria a série, está enganado! Onze anos se passaram e o assassino Ghostface está de volta apunhalando mais vítimas em Pânico 4, que novamente conta com o esperto roteiro de Kevin Williamson e a fantástica direção de Wes Craven (A Hora do Pesadelo). Sem essa parceria, a franquia não seria tão surpreendente e assustadora. Será o começo de uma nova trilogia?
Não é um filme que te amedronta, mas conta com sustos e um bom suspense desde o início. Umas boas pitadas de comédia (ridicularizando até a própria série na versão tragicômica “A Punhalada”) interagem o público e deixam a trama ainda melhor. E prepare-se para as surpresas e reviravoltas que estão por vir.
O terror teen revitaliza a série trazendo seus atores principais: Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox, em seus respectivos papéis de Sidney Prescott, Dewey Riley e Gale Weathers.
Fiel à trilogia, o quarto filme retoma a perseguição do serial killer na vida da protagonista Sidney. Mais uma vez, a trama se passa em Woodsboro, onde a jovem sobreviveu a uma série de terríveis assassinatos, cometidos pelo misterioso psicopata-assassino. Desta vez, Sidney volta à cidade natal para encerrar a turnê de lançamento de seu livro de auto-ajuda. Tão logo chega, o “mascarado” volta a atacar. Aliada aos velhos amigos Dewey e Gale, agora casados, eles precisarão enfrentar uma nova série de mortes. E não seria surpresa se os adolescentes da cidade idolatrassem o massacre de Woodsboro e fossem fanáticos pelos filmes de terror.
O terror é diversão garantida e inclui Emma Roberts, Hayden Panettiere, Adam Brody, Rory Culkin, Marley Shelton e Mary McDonnell no elenco, e participações especiais de Anna Paquin e Kristen Bell nas surpreendentes cenas iniciais.
Inspirado em vários filmes do gênero, Ghostface retorna com regras baseadas no novo clichê. E a pergunta que não quer calar: Quem será o mascarado assassino? Desvende você mesmo esse mistério! É sensacional!

Por Mário Zaparoli


segunda-feira, 25 de abril de 2011

"O Maior Espetáculo da Terra", de Cecil B. DeMille


Respeitável público é uma honra poder apreciar e indicar a todos para que assistam à clássica obra do mestre Cecil B. DeMille, “O Maior Espetáculo da Terra”. Um verdadeiro show de entretenimento e exuberância, em que o mundo circense nunca foi tão bem representado.
Com Charlton Heston, Betty Hutton, Cornel Wilde, James Stewart, Gloria Grahame e Dorothy Lamour no elenco, o espetáculo está garantido, não só pelas atuações, com destaque para Heston, Wilde e Stewart, quanto na genial direção e produção de DeMille, no roteiro muito bem elaborado, nos deslumbrantes figurinos de Edith Head, e na bela trilha sonora. Sem contar a maravilhosa fotografia de George Barnes. O filme é realmente imperdível!
Com a “Grande Lona” a ponto de ir à lona, o durão gerente do circo Brad Braden (Charlton Heston) contrata o ousado e lendário trapezista Sebastian (Cornel Wilde) para revitalizar o espetáculo. Tão logo, sua chegada desperta a rivalidade e admiração de Holly (Betty Hutton), namorada de Braden e estrela do trapézio. Para recuperar seu lugar no centro do picadeiro, a talentosa Holly se vê numa desafiadora e perigosa batalha, em que acaba dividida entre o amor do enérgico Brad e do provocante Sebastian.
Mas esse é só um dos problemas de Brad, além dos caprichos de outros artistas, tem que lidar ainda com trapaceiros e assaltantes. Dentre os artistas, Dorothy Lamour, Gloria Grahame, e James Stewart, sensacional no papel do divertido e bondoso palhaço Buttons, que nunca retira a maquiagem por esconder um terrível segredo do passado.
O filme apresenta os bastidores do circo e os dramas e aventuras de um grupo de artistas de um grande espetáculo. A trama consiste em ótimos momentos de suspense, romance e tensão. Destaque para as emocionantes cenas do duelo entre Holly e Sebastian no trapézio, e as seqüências de um realista e espetacular choque entre trens.
Vencedor do Oscar de melhor filme e história original, e merecidamente indicado nas categorias de melhor diretor, figurino e edição, “O Maior Espetáculo da Terra” conseguiu derrotar clássicos como “Cantando na Chuva”. Tal premiação gerou críticas por muitos especialistas que o consideraram um dos piores ganhadores da história do Oscar.
O filme é um tanto longo, com quase três horas de duração, e pode deixar o espectador cansado em ver algumas cenas maçantes e até repetitivas. Mas é inegável que essa mega produção seja super interessante e admirável. Também com o expert Cecil B. DeMille dirigindo a trama, só poderia resultar nessa grandiosa obra.

Por Mário Zaparoli


quarta-feira, 20 de abril de 2011

"Garotos de Programa", de Gus Van Sant


A jornada de dois jovens no mundo da prostituição, que ganham a vida nas ruas descobrindo amizade e aventura em meio a um mundo cruel e perigoso. Através das lentes do aclamado cineasta e roteirista norte-americano Gus Van Sant (“Gênio Indomável”), “Garotos de Programa” é um melancólico e impressionante road movie dos anos 90, estrelado pelo ator sensação da época, River Phoenix e Keanu Reeves, em brilhantes papéis.
A polêmica produção é adaptada de uma peça de William Shakespeare e conta com um ótimo roteiro, premiado pelo Independent Spirit Awards.
Phoenix dá um show de interpretação encarnando o sensível Mike
Waters
, que além de viver perambulando pelas ruas, sofre de narcolepsia e pode cair no sono mais profundo a qualquer momento. Suas memórias de infância o lançam em uma busca incessante pela mãe que o abandonou. E seu companheiro de estrada e grande objeto de desejo é Scott Favor, interpretado por Reeves, que se adéqua perfeitamente ao papel do playboy que se prostitui para escandalizar a família, e procura encontrar o sentido da vida, passando o tempo à espera da herança do pai, um corrupto prefeito de Portland. Juntos, os jovens embarcam num mundo bizarro de excêntricas aventuras e esquisitos personagens, contando viciados, ladrões, mendigos e clientes.
A atuação de Phoenix é tão marcante a ponto de ganhar o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza.
Esse grande sucesso solidificou a imagem de Phoenix como ator, que anteriormente, ganhou fama em “Conta Comigo”(1986), e recebeu indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “O Peso de um Passado”(1988). Sua amizade com Keanu Reeves e Van Sant prosseguiu até sua morte em 1993, precocemente aos 23 anos, quando foi vítima de insuficiência cardíaca induzida por drogas.
“Garotos de Programa” é moderno e visualmente belíssimo. A obra de Gus Van Sant faz um retrato único a respeito do amor sem limites e da vida à margem da sociedade. O diretor é um porta-voz da juventude pós-moderna por abordar a vida angustiante de jovens, que muitas vezes é enfocada em argumentos que explicam a rebeldia resultante de um mundo opressor. Muitas vezes, as pessoas mais jovens são inibidas de demonstrar seus sentimentos, e por conseqüência, sofrem isoladamente.
Van Sant tem a habilidade de agradar tanto o público mais segmentado quanto a qualquer outro, através de uma linguagem poética e sua recorrente temática voltada à sociedade norte-americana. Seu talento fica evidente no modo como trabalha suas temáticas, na beleza da fotografia, no estilo ousado da montagem, no primor da utilização do som e na condução dos jovens elencos. Desse modo, “Garotos de Programa” concedeu ao cineasta uma indicação ao Independent Spirit Awards de melhor diretor.
O mais interessante no filme é justamente a temática, a admirável fotografia e a filmagem em grandiosos cenários. Repare nos bruscos cortes e as cenas registradas em fotografias.
A trama contém uma narrativa lenta e arrastada, mas há uma boa dose de aventura. Não conseguiu me emocionar, mas é inegável que seja uma obra imperdível e excepcional. Phoenix e Reeves são puro charme.
Só tenho a dizer: “Tenha um bom dia”...

Por Mário Zaparoli

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Boogie Nights - Prazer sem Limites, de Paul Thomas Anderson


Você já ouviu falar em um tal Dirk Diggler?...”Boogie Nights – Prazer sem Limites” traz a história desse rapaz, que aos 17 anos e sexualmente bem-dotado, transforma-se numa grande estrela do mundo pornô no apogeu dos anos 70. Para uma indústria pornográfica, um ator com “talento” é a melhor aprovação para conquistar tal fama. E para interpretá-lo, Mark Wahlberg encarna com sensualidade e carisma o seu melhor protagonista.
A súbita fama está em jogo e pode ser corrosiva, principalmente para Dick, que inicialmente é Eddie Adams, um lavador de pratos, que graças às influências do diretor Jack Horner (Burt Reynolds), torna-se astro da noite para o dia.
O segundo filme de Paul Thomas Anderson é dramático, psicológico e sensacional, em que novamente o diretor lida com o significado das relações humanas ao ilustrar a história de uma extensa família de atores, diretores, produtores e técnicos do entretenimento adulto, que lutam para revolucionar e manter o sucesso do cinema pornô.
Interessante é ver que a pornografia americana fazia um tremendo sucesso nos anos 70 e 80, investindo em talentos, faturando prêmios e milhões, e desafiando preconceitos.
Associado a Quentin Tarantino e Kevin Smith, Anderson é um talentoso diretor, membro da primeira geração do grupo de “Cineastas do VCR” (Video Cassette Recorder), por ter adquirido um vasto conhecimento da cultura e da técnica cinematográficas vendo inúmeros filmes em VHS, e não em escolas de cinema. São peculiares em seus filmes: a composição de um grande elenco, o estilo de filmagem independente, e histórias entrelaçadas numa mesma trama. E não seria diferente em “Boogie Nights”. Um dos melhores trabalhos do diretor. A película tem um elenco estelar que inclui Mark Wahlberg, Burt Reynolds, Julianne Moore, John C. Reilly, Philip Seymour Hoffman, Heather Graham, Don Cheadle e William H. Macy, em performances brilhantes, que se adequam aos personagens.
O filme concedeu a Anderson os prêmios de melhor diretor revelação, pela Boston Society of Film Critics, e melhor roteiro, pela Pen Center USA West Literary.
Julianne Moore, como a atriz pornô Amber Waves, e Burt Reynolds, como o diretor Jack Horner, foram indicados ao Oscar pelas ótimas interpretações, e o roteiro forte e ousado também recebeu indicação de melhor roteiro original.
Todo o elenco está perfeito, mas o prêmio de melhor desempenho vai para  o ótimo ator William H. Macy ao viver um personagem que é ridicularizado por sua infiel esposa.
A película tem umas boas pitadas de pornografia, drogas e nudez considerável. Uma certa audácia dos atores também merece reconhecimento.
O universo pornográfico nunca foi tão bem representado quanto nesse extasiante sucesso da década de 90.

Por Mário Zaparoli

terça-feira, 12 de abril de 2011

Jogo de Amor em Las Vegas



Já pensou acordar casado em plena Vegas, após viver a noite mais insana de suas vidas? Posso dizer que é um tanto estranho, e por que não, divertido? Quando dois indivíduos se cruzam por um “inesperado” acaso do destino, essas vidas podem tomar um rumo diferente, que você jamais viveu. Sem contar, que essa loucura ainda inclui uma bolada milionária para apimentar ainda mais as conseqüências que estão por vir em “Jogo de Amor em Las Vegas”.
E quem pode viver esse jogo, nada mais que Cameron Diaz e Ashton Kutcher para protagonizarem um complicado e perfeito casal.
Diaz é Joy McNally, perfeccionista corretora da Bolsa de Valores de Nova York, e Ashton Kutcher é o inconseqüente Jack Fuller. Após passarem por maus bocados, ambos decidem espantar a tristeza na prestigiosa Las Vegas. O que os dois estranhos não imaginavam, acontece: Estarem casados da noite para o dia após uma alucinante noitada de bebedeiras e azaração. Suas vidas viram um inferno quando, prestes a anularem a união, apostam uma moeda no caça-níquel e ganham 3 milhões de dólares. Só que para desfrutarem do dinheiro, um juiz os condena a passar seis meses vivendo juntos, desde que também provem que formam um casal estável. Nem que para isso precisem fazer terapia de casal.  Até que ponto Joy e Jack jogarão com seus orgulhos e indiferenças, e cederão ao amor?
Diaz e Kutcher combinaram muito bem para os papéis e há uma química deliciosa entre eles. Ela, a mulher fatal, e ele, o trintão desmiolado, conseguem divertir o público.
E para interpretar a terapeuta do casal, a ótima Queen Latifah tem participação especial.
Gosto de Diaz atuando em comédias românticas, com aquele seu jeito especial que combina perfeitamente com seus personagens. E Kutcher atua bem, tanto em papéis cômicos quanto dramáticos. Charme e talento são notáveis em ambos.
O orçamento de “Jogo de Amor em Las Vegas” era de U$35 milhões, e mundialmente, arrecadou cerca de U$219,5 milhões, sendo um sucesso de bilheterias só na semana de lançamento.
Uma comédia romântica agradável e descontraída, mas sem nenhuma surpresa. Apesar de adorar filmes do gênero, histórias como essa se repetem infinitas vezes. Clichês e mais clichês recheiam a trama.
O filme dirigido por Tom Vaughan contém alguns momentos engraçados, principalmente quando o casal passa a enfrentar uma guerra interminável, em que o jogo do amor está a toda prova.  E segundo o título original “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”!
Então façam suas apostas, vale a pena a diversão!!!

Por Mário Zaparoli





quinta-feira, 7 de abril de 2011

"O Nevoeiro", de Frank Darabont


Até que ponto você consegue sobreviver a uma situação catastrófica? Se continuar a viver até as últimas consequências, é provável que nunca mais volte a ser o mesmo. Quando você se torna um alvo de ameaças e chega a um ponto sem-saída, é possível ultrapassar limites levianamente.
Vamos supor que o “fim do mundo” está prestes a devastar a raça humana, não apenas com uma terrível e violenta tempestade, mas com “O Nevoeiro” estranho, que se alastra misteriosamente, gerando um pânico caótico à humanidade. O que você não sabe, é que esse nevoeiro esconde algo sobrenatural e monstruoso. Óbvio que todo esse entendimento não passa de uma fantástica invenção de um conto de terror do mestre Stephen King, que o cineasta Frank Darabont adaptou às telas.
Mais precisamente, o terror se espalha na cidade de Maine. Tudo começa quando David Drayton (Thomas Jane), um artista local, e seu filho Billy (Nathan Gamble) correm para um determinado mercado em busca de suprimentos, e então um repentino nevoeiro toma conta do lugar, deixando David e um grupo de pessoas presas no estabelecimento, entre elas a fanática religiosa Sra. Carmody (a ótima e premiada Marcia Gay Harden, que dá um show de interpretação). Logo se desvenda que esse nevoeiro pode ser uma fatalidade caso essas pessoas saiam do “refúgio”, pois criaturas de outro mundo estão à solta e matam impiedosamente. E evidentemente o pior acontece, as pessoas dentro do mercado tornam-se tão ameaçadoras quanto os monstros do lado de fora.
Atenção no papel sombrio de Marcia Gay Harden, que aparentava ser uma simples coadjuvante, e repentinamente vira o centro das atenções na trama. Sua sinistra e insana personagem me fez lembrar a Piper Laurie, em “Carrie, A Estranha”, de Brian De Palma, obra também criada por King.
O filme não deixa de ser um terror, que aos meus olhos, parece ser mais uma ficção recheada de suspense no estilo “Alien” e “O Predador”, em que um a um é exterminado.
É de roer as unhas e te matar de medo? Não chega a tanto! Há cenas de mortes e violência; e alguns momentos podem deixar o espectador angustiado.
Está longe de ser o melhor filme de Darabont. A trama começa bem, mas o desenvolvimento no mercado (cenário principal), torna-se horrendo e cansativo, prosseguindo para um final tedioso e catastrófico. Poderiam ter encurtado mais as cenas no estabelecimento. Em alguns momentos, o espectador fica até com raiva e impaciência de ver ações que só acontecem em filmes do gênero.
O que realmente prende o público são os efeitos especiais, principalmente das apavorantes criaturas. Outro ponto positivo são os sons tridimensionais utilizados para deixar a trama mais assustadora.
Sabe-se que o diretor Darabont já fez brilhantemente outras adaptações de King para o cinema, os ótimos “Um Sonho de Liberdade”(1994) e “À Espera de um Milagre”(1999), muito melhores que esse trágico filme.
Depois de passar vários anos estudando desenvolvimentos de histórias de filmes de terror, “O Nevoeiro” pôde ser lançado com a direção e o roteiro de Darabont. E conta com a participação de Andre Braugher, Laurie Holden, Toby Jones, Jeffrey DeMunn e William Sadler no elenco.
E eis a questão: Será que realmente vale a pena sofrer e sofrer para depois “morrer na praia”?...Desvende você mesmo esse horripilante mistério.

Por Mário Zaparoli



segunda-feira, 4 de abril de 2011

"A Vila", de M. Night Shyamalan



“Não deixe a cor ruim ser vista, ela os atrai”...Parece um tanto intrigante, não?!; “Nunca entre na floresta, é onde eles ficam”...Hum! Tem mistério no ar!; “Fique atento ao sino, pois eles estão vendo”...Muita calma nessa hora!... Na realidade, quem são eles? Bem, há rumores que perigosas criaturas míticas chamadas de "Aqueles de Quem Não Mencionamos”, habitam a floresta de Covington, situada em um pequeno vilarejo na zona rural da Pensylvânia. Quem passar pela enigmática floresta pode não mais voltar. Então nem tente fugir! Ah, e cuidado com a cor vermelha!
E se eu disser que foi o renomado cineasta indiano M. Night Shyamalan quem criou todo esse suspense em “A Vila”? Com certeza desperta uma curiosidade no espectador que permite desvendar o mistério que ronda esse sinistro lugar. A história é que o conselho de anciãos da cidade possui uma política de restrições bem fortes aos jovens habitantes: todos são proibidos de adentrar na floresta. Significa também que todos os moradores da vila viveram toda a sua existência isolados do restante do mundo. E quem está no exterior também é impedido de entrar nesse local.
Como sempre, Shyamalan tem uma maneira peculiar ao elaborar seus enredos. A fantasia se aproxima da realidade, sem muitos efeitos especiais. Em todo estilo, torna suas projeções, dramas reais de alto nível, onde a história e a interpretação dos atores têm mais valor do que a pirotecnia (técnica especial para entreter o público).
Detalhe que o diretor imita um de seus diretores favoritos, Alfred Hitchcock, fazendo aparições em seus filmes. A única distinção é que ele atua em pequenos papéis coadjuvantes, e não apenas sendo figurante de segunda ponta. Nesse, repare que ele rapidamente surge nos momentos finais.
Para interpretar os habitantes do vilarejo, o filme conta com um forte elenco: Joaquin Phoenix, Bryce Dallas Howard, William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody. Quer mais?
Gosto de Phoenix, embora sua interpretação não esteja tão boa como em outros trabalhos. Seu papel de Lucius Hunt é mediano. Weaver, mãe de Lucius e uma das conselheiras da cidade, vem logo atrás, pois não merecia cumprir um papel tão morno e apagado.
Mas o troféu de melhores atuações vai para: Bryce Dallas Howard, cuja personagem é a jovem cega Ivy Walker; e o sempre ótimo Adrien Brody, encarnando o desequilibrado doente mental Noah Percy. Ao mesmo tempo, Brody consegue ser meigo, engraçado e assustador.
Ah, e o que dizer da fotografia e cenário? Simplesmente grandiosos!
Contudo, esperava muito mais de “A Vila”, sendo que é inferior a outros sucessos do Shyamalan, como “O Sexto Sentido” e “Sinais”. O filme tinha tudo para ser o melhor, só que não chega a tanto. Conta com um bom roteiro, mas peca na narrativa lenta, arrastada e até um pouco enrolada, a ponto de deixar o espectador bocejar de sono, principalmente no seu início. Se você pensa que é um filme de roer as unhas de medo e nervoso, está enganado. Não é de chegar a tal ponto! Há alguns sustos e reviravoltas surpreendentes, que positivamente reagem a trama.
Mas jamais negaria que é um suspense interessante e fantástico. Nota dez para Shyamalan!

Por Mário Zaparoli


sábado, 2 de abril de 2011

Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko



Há vários filmes de temática gay muito bons, mas nem todos têm uma história terna e agradável como em “Minhas Mães e Meu Pai”. Estaria mentindo se eu dissesse que é uma comédia de provocar gargalhadas, o que não é! Também não posso negar que há uma veia cômica! Mas existe um drama concentrado em sentimentos, emoções e conflitos, que refletem sobre o relacionamento de uma moderna família norte-americana. Nada mais, nada menos, que as ótimas Annette Bening e Julianne Moore para protagonizarem um casal de lésbicas, formando a dupla perfeita.
A roteirista e diretora Lisa Cholodenko (“Laurel Canyon – A Rua das Tentações”), e responsável pela direção de episódios das séries americanas “A Letra L” e “A Sete Palmos”, soube retratar com um olhar astuto, a vida de uma família nada convencional, e a forma como essas mães lidam com seus dois filhos, concebidos por inseminação artificial. Acontece que Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore), casadas há mais de 20 anos, aparentemente têm uma relação estável e feliz, no entanto enfrentam uma grande crise familiar, quando seus filhos, Joni (Mia Wasikowska, de “Alice no País das Maravilhas”) e Laser (Josh Hutcherson, de “Ponte para Terabítia”), resolvem encontrar Paul (Mark Ruffalo), o pai biológico, que fez a doação de espermas anos atrás. Sua chegada parece ser uma ameaça, e quem mais se incomoda é a controladora Nic.
Brilhante, como sempre, Annette Bening exerce uma notável performance de lésbica masculinizada, e merecidamente venceu o Globo de Ouro de melhor atriz comédia ou musical, que ainda lhe conferiu uma quarta indicação ao Oscar, perdendo para a favorita Natalie Portman, por “Cisne Negro”. Lembrando, que a atriz já fez outra personagem homossexual no filme “Correndo com Tesouras” (2006).
Julianne Moore também se destaca em sua atuação, trazendo fragilidade para a personagem; e Ruffalo nunca fez tão bem o papel de homem sensível, que não propositadamente, torna-se o antagonista da história, o “destruidor” de lares.
O longa recebeu quatro indicações ao Oscar: melhor filme, atriz, ator coadjuvante (Mark Ruffalo), e roteiro original (muito bem explorado); além de conquistar o Globo de Ouro de melhor filme comédia ou musical, e ganhar o prêmio Teddy, no Festival de Berlim, como melhor longa de temática gay.
Sexy e moderníssimo! Um dos melhores filmes gays dos últimos anos.

Por Mário Zaparoli


terça-feira, 29 de março de 2011

"O Retrato de Dorian Gray", clássico de Oscar Wilde, ganha uma nova versão cinematográfica


Provocante e ousado... O grande clássico da literatura ganha uma nova versão cinematográfica, dentre as diversas outras adaptações. O famoso Dorian Gray, criado pelo incrível Oscar Wilde, está de volta, agora com um aspecto diferente e tão diabólico como nunca visto antes. O que seria um belo romance acabou se tornando um excitante suspense sobrenatural.
O filme “O Retrato de Dorian Gray”, de 2009, não chega aos pés da maravilhosa obra de Wilde, mas consegue empolgar o público de alguma forma. Enquanto no livro há uma sensualidade implícita e sutil devido à época conservadora, o moderno longa é totalmente sem censura, e invade as telas com muita voluptuosidade e erotismo.
A trama se passa em plena Londres vitoriana, mais precisamente no século XIX. O belo e inocente jovem Dorian Gray (Ben Barnes), da alta sociedade inglesa, é influenciado pelo misterioso Henry Wotton (Colin Firth) a conhecer os prazeres hedonistas da cidade. E um renomado artista Basil Hallward (Ben Chaplin) resolve pintar um retrato de Dorian, com o intuito de capturar sua beleza jovial. Quando o rapaz se observa no quadro, em nome da vaidade, faz a promessa de que daria tudo, até mesmo vender sua alma ao diabo, para permanecer sempre com o mesmo visual retratado. A partir de então, Dorian muda completamente de personalidade, cometendo pecados e atrocidades, e obtendo o que ele mais almejava: a juventude eterna.
O protagonista Ben Barnes (conhecido pela saga “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian”) está muito fraco. Bonito, mas com atuação medíocre, sem dramaticidade alguma. Com certeza, seu grande personagem merecia uma melhor performance. Já Colin Firth, em alta pelo garantido Oscar por “O Discurso do Rei”, exerce muito bem o seu papel, como sempre. Foi a escolha perfeita para encarnar o galanteador Henry Wotton.
Rebecca Hall e a ótima Fiona Shaw completam o elenco.
O mais interessante nesse filme são justamente a modernidade e o terror abominável consistentes no roteiro de Toby Finlay. Mas realmente faltou sutileza, elegância e discrição. Tem que haver muito cuidado para adaptar uma obra tão histórica como essa.
Lançado em 2009, o filme não alcançou grande sucesso no exterior e só estreou dois anos depois nos cinemas brasileiros, quando Firth venceu o tão esperado prêmio da Academia.
A obra tem seus defeitos, mas não a considero ruim, pelo contrário, conta com uma requintada direção de arte e belos figurinos, típicos da época. Mesmo que tenham desvirtuado a história, é uma adaptação interessante. Gostei da maneira audaciosa do cineasta Oliver Parker (“O Marido Ideal”) ao dirigir muito bem uma versão atmosférica, quente e diabólica. Ainda assim, o inesquecível livro de Wilde é estupidamente melhor em todas as entrelinhas.

Por Mário Zaparoli

domingo, 27 de março de 2011

Viagem a Darjeeling, de Wes Anderson



Compre sua passagem e embarque no “Darjeeling Limited”, trem que destina a uma insólita e agradável “Viagem a Darjeeling”. Delicie-se e aproveite essa catártica jornada rumo às Índias, tão estilizada pelas lentes de Wes Anderson (“Os Excêntricos Tenembauns”).
O filme é uma tragicomédia, em que o diretor remete mais uma vez, o retrato de uma disfuncional relação familiar, agora envolvendo os irmãos Francis (Owen Wilson), Peter (Adrien Brody) e Jack (Jason Schwartzman) que não se falam desde a morte do pai. Para reatarem seus laços fraternos, partem em uma viagem de trem, comandada e idealizada por Francis, através de um dos lugares mais exóticos do mundo, também na busca de autoconhecimento e paz espiritual. Cultura e misticismo não vão faltar, e muita aventura começa a rolar, quando seus objetivos mudam instantaneamente de curso. Devido a iminentes confusões, os três acabam perdidos no meio do deserto com tudo o que tinham de bagagem (onze malas, uma impressora e uma máquina plastificadora)...Quer mais?...Outro detalhe é que os três querem reencontrar a mãe Patricia (Anjelica Huston) que mora na Índia, mais precisamente nas montanhas do Himalaia, onde se escondeu de todos e se tornou uma missionária.
Uma graciosa história de reconciliação e aventura que seduz os espectadores pelo roteiro leve e bem elaborado, escrito na parceria de Wes com Roman Coppola e o ator Jason Schwartzman. Conta-se que algumas cenas foram inspiradas nas peripécias vivenciadas pelos três em viagem à Índia.
Não seria a química perfeita se Wilson, Brody e Schwartzman não integrassem o elenco. Exercendo bons papéis, ambos estão hilários e muito bem em cena. Até então, só tinha visto Schwartzman no filme “Maria Antonieta”(2006), e percebi que é um ótimo ator.
Esse é o quarto trabalho de Owen Wilson em conjunto com o diretor. A parceria já vem desde 1994, quando produziram “Bottle Rocket”, que de curta virou um longa-metragem bem recebido, que ascendeu a carreira de Wes.  O ator também esteve em “Os Excêntricos Tenenbaums”(2001), colaborando com o roteiro; e “A Vida Marinha com Steve Zissou”(2004).
Além de Wilson, o hilário Bill Murray e a ótima Anjelica Huston também estrelaram outros filmes de Wes. Nesse, o personagem de Murray é irrelevante na trama, aparecendo somente nos segundos iniciais. Já Anjelica tem uma pequena, mas notável participação.
Melhor ainda é a ótima trilha sonora em ritmo compatível às cenas. Destaque para a bela fotografia registrada nos cenários mais suntuosos.
Então o que está esperando para adquirir sua passagem? Acomode-se na melhor cabine, e se divirta na fantástica e inesquecível “Viagem a Darjeeling”.

Por Mário Zaparoli

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pulp Fiction - Tempo de Violência


“Girl, You’ll be a Woman Soon...” Ao tocar essa música do Neil Diamond, qual é o primeiro filme que você se lembra?...Com certeza, estou me referindo ao mais aclamado sucesso do fantástico Quentin Tarantino, o eletrizante “Pulp Fiction – Tempo de Violência”, filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de melhor roteiro original.
Os filmes do Tarantino são geniais. Sou suspeito pra falar que adoro suas obras, sempre com diálogos memoráveis e roteiros não-lineares, recheados de muita violência e jorrar de sangue. Não são filmes que o espectador se sente horrorizado, pelo contrário, empolga e diverte o público pela maneira inteligente e muito peculiar do diretor ao explorar seus roteiros. E foi dessa forma que seus badalados filmes o alcançaram ao estrelato no início dos anos 90.
Sabe-se que esse grande diretor usa e abusa de algumas referências a outros filmes ou diferentes gêneros, em seu estilo, história e diálogos. Verborrágico, Tarantino também é considerado uma enciclopédia do cinema, e suas inspirações cinematográficas refletem em seus trabalhos.
É bem perceptível em seus filmes: os “cortes” bem característicos, usados como se dividisse a trama em capítulos, numa cronologia fragmentada; e as cenas de diálogos em que a câmera se localiza dentro de um carro. Sem contar, que os diálogos são ótimos, tão longos quanto as cenas.
Não obstante, em “Pulp Fiction”, Tarantino utiliza esses recursos técnicos mostrando um cotidiano violento, recorrente em três histórias não cronológicas. Na primeira, os mafiosos Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) tem a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe Marsellus Wallace (Ving Rhames). Já em outra história, Vincent leva Mia Wallace (Uma Thurman), mulher de seu chefe, para se divertir enquanto este viaja. E por último, entra a história de Butch Coolidge (Bruce Willis), boxeador que está em apuros com Marsellus por não cumprir um devido acordo.
A famosa dança entre Travolta e Thurman é a cena que eu mais gosto, dentre outras inesquecíveis! Melhor ainda é sua extasiante trilha sonora...
O filme já é atraente desde o começo. Uma ótima música embala os créditos iniciais, que deixam a impressão do filme ser contado de trás pra frente, como se estivesse terminando, e logo de quebra, entra a cena dos assaltantes, interpretados pelos ótimos Tim Roth e Amanda Plummer. Detalhe que estes só aparecem no começo e no fim.
E o que falar do seu elenco estelar, que ainda conta com Harvey Keitel, Maria de Medeiros, Eric Stoltz, Rosanna Arquette e Christopher Walken?...Simplesmente PERFEITO!
Só tenho que aplaudir a “fera” chamada TARANTINO e seu filme provocante e sensacional.

Por Mário Zaparoli

quarta-feira, 23 de março de 2011

Love Story - Uma História de Amor



“Amar é nunca ter que pedir perdão”... Frase tão marcante e profunda quanto é “Love Story – Uma História de Amor”. Se não for um dos mais românticos filmes de todos os tempos, com certeza é um dos mais bonitos e tocantes, daqueles inesquecíveis.
Essa é uma comovente história de 1970 sobre o grande amor de uma vida, em que um jovem de família muito rica e estudante de Direito, Oliver Barrett (Ryan O’Neal), apaixona-se pela estudante de música Jennifer Cavilleri (Ali MacGraw) e acabam se casando algum tempo depois. Mas o casal não esperava enfrentar a maior crise de suas vidas.
O célebre romance recebeu sete indicações ao prêmio da Academia, incluindo melhor filme; e foi dirigido pelo cineasta canadense Arthur Hiller (O Hospital) e escrito por Erich Segal, que primeiro escreveu esse roteiro e depois o adaptou para livro que se tornou um best-seller.
Os protagonistas Ryan O’Neal e Ali MacGraw foram indicados ao Oscar pelas emocionantes interpretações, e se tornaram astros da noite para o dia.
Ainda no elenco John Marley, indicado a ator coadjuvante, e o premiado Ray Milland, no papel do pai de Oliver, que não aceita a nora por ser de família humilde.
“Love Story” é um filme popular que foi um grande sucesso de bilheterias no mundo todo. O drama e o romance consistentes na trama penetram em nossa alma. Só é um tanto melodramático, mas foi dessa maneira que o longa conquistou o público de várias gerações.
E o que falar da magnífica trilha sonora de Francis Lai, vencedora do Oscar? Simplesmente arrepiante! Diria que é o ponto alto, o melhor de todo o filme!
Em vários momentos, a obra é embalada pela memorável música-tema, que consegue tocar os corações dos espectadores. Então encante-se e se emocione!

Por Mário Zaparoli